Teatro-íris @ 15:29

Qui, 23/04/09



Teatro-íris @ 14:48

Qui, 23/04/09

 



Teatro-íris @ 13:34

Qua, 01/04/09



Teatro-íris @ 13:34

Qui, 26/03/09

Começámos por nos chamar Teatro Amador de Góis (TAG), mas com o passar do tempo, sentimos que esse nome não nos define, pois sendo de Góis, somos mais do que simplesmente de Góis.

Também já nos chamámos Grupo de Teatro do Projecto Escolhas de Futuro, Teatrinho de Chocolate ou, simplesmente, O teatrinho. Pensámos, procurámos... quem somos nós?

Por agora, seremos o Teatro-Íris: de arco-íris, de todas as cores, um arco-íris de sonhos de todas as cores, de íris, olho, vêr, conhecer, aprender...




Teatro-íris @ 13:15

Qui, 26/03/09

 

Em Abril de 2008, decidimos criar um grupo de teatro. Pedimos apoio ao Projecto Escolhas de Futuro, cuja entidade promotora é a Câmara Municipal de Góis e a entidade gestora a ADIBER, que no ajudaram, disponibilizando um espaço para ensaios e um técnico que trabalha directamente connosco.
 
 A nossa primeira apresentação ao público foi no final do ano lectivo 2007/2008 na escola EB/JI de Góis com a peça «Meninos de todas as cores» de Luisa Ducla Soares.
Os cenários e os figurinos também foram feitos por nós.
Em Setembro de 2008 fomos convidados pelo PES (Projecto de Educação para a Saúde) para a realização de um espectáculo teatral subordinado ao tema da alimentação saudável. Assim surgiu a criação colectiva «À mesa com boas maneiras». A peça aborda o tema dos distúrbios alimentares na adolescência. A elaboração de textos, figurinos, cenários e adereços obrigou-nos a reflectir sobre este tema e a partilhar as nossas ideias, opiniões e experiências. O trabalho foi apresentado à comunidade escolar no Dia Mundial da Alimentação (16 de Outubro).
 No dia 22 de Dezembro de 2008 fizemos uma apresentação no auditório da ADIBER da peça infantil «Afinal nem tudo é mentira», escrito em conjunto pela Margarida e pelo João, que também participaram como actores. O texto conta a história de uma criança que pede à sua mãe que a leve a conhecer as personagens do universo infantil que ela acredita serem reais. A mãe desilude-a dizendo-lhe que essas personagens não existem. Mas numa noite mágica, a Floribela, a Barbie, o Super-Homem, a Pipi da Meias Altas, a Barbie Potter, a Cruella de Vil, uma Capuchinho Amarelo, a Branca de Neve e o Pai Natal entram pelo seu quarto e fazem-lhe uma surpresa.
 
Recentemente, este espectáculo foi incluído na iniciativa Março – Mês do Teatro da Câmara Municipal de Góis, tendo sido apresentado na Casa do Povo de Vila Nova do Ceira no passado dia 15 de Março em conjunto com os nossos colegas da turma do 9º B da EB de Góis.
 
Encontramo-nos todas as quartas-feiras entre as 16 e as 17 horas na ADIBER, onde, para além de ensaiarmos, também fazemos exercícios de expressão dramática, voz e dicção.
 
 
 
 




Teatro-íris @ 17:11

Qua, 25/03/09

 

«Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver.

Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!

Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática - tudo é teatro.

Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.

Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa - nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.

Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: - "Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida".

Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.

Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida!

Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!»

Augusto Boal,

encenador brasileiro e criador do Teatro do Oprimido



Blog de um grupo de teatro recentemente criado em Gois...
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